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Ter, Jun
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25ª Romaria da Terra em Adrianópolis

Sociedade
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A 25ª ROMARIA DA TERRA DO PARANÁ. Acontecerá em Adrianópolis, no dia 15 de agosto de 2010. O tema da Romaria da Terra desse ano será: “Território e Comunidades Tradicionais. Apesar de suas riquezas naturais, Adrianópolis está entre os municípios com o menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país, situação da grande maioria dos municípios da região. No município de Adrianópolis existem 13 comunidades quilombolas, sendo 8 reconhecidas e nenhuma ainda titulada.

O silêncio a respeito da história negra no nosso estado contribui para o abandono destes povos, que de maneira geral, não tem acesso a Políticas Públicas: Saúde, Educação, transporte, estradas, saneamento básico, iluminação pública, cultura, entre outras, que possibilitem melhor qualidade de vida. CONVOCADOS PELA REALIDADE O direito dos quilombolas pela legislação brasileira é recente. A partir das lutas das comunidades rurais e urbanas negras e do movimento negro, a Constituição Federal de 1988 assegurou a esse segmento da sociedade brasileira o direito à propriedade de suas terras: “as comunidades quilombolas são grupos étnicos – predominantemente constituídos pela população negra rural ou urbana –, que se autodefinem a partir das relações com a terra, o parentesco, o território, a ancestralidade, as tradições e práticas culturais próprias”. 

Na realidade o que se anunciou como direito dessas populações na prática é reiteradamente negada. Estima-se que em todo o País existam mais de três mil comunidades quilombolas. A situação das comunidades quilombolas no Brasil demonstra-se fragilizada, pois são atingidas por ações externas que não levam em consideração a dignidade, o respeito a toda forma de vida. Dentre estas ações podemos citar: latifúndio, monoculturas, construção de hidroelétricas, o que tem alcançado dimensões político-sociais, ambientais, educativas e culturais. Tudo isso ameaça a identidade, a autonomia, o modo de organização do trabalho e condições de permanências em seus locais de origem. Só no Paraná registra-se a presença de aproximadamente 80 comunidades remanescentes de quilombo, sendo que dentre estas apenas 35 estão certificadas pela Fundação Palmares, com as demais ainda à mercê da ineficiência do Estado e das políticas públicas não implementadas. Reconhecemos que historicamente, há por parte das Igrejas uma dívida para com estas comunidades. Por esses motivos é que a Romaria da Terra será celebrada em Adrianópolis.

Celebraremos a presença de Deus na resistência das comunidades quilombolas, à partir de sua cultura, de suas lutas, pela garantia dos direito de continuar sendo quilombola. Convocada pela memória de Zumbi dos Palmares e de todos/as que tombaram na defesa dos territórios, a Comissão Pastoral da Terra se coloca a serviço dessa causa e convoca toda sociedade para celebrar essa luta em defesa dos pobres da terra. “Cada um poderá sentar-se debaixo de sua parreira ou figueira sem ser perturbado” (Mq 4,4) Organize desde já a sua caravana!

Maiores informações na página www.cpt.org.br e-mail: cpt@cpt.org.br ou pelo telefone (41)-3526-0705/3526-0706

A 25ª ROMARIA DA TERRA DO PARANÁ. Acontecerá em Adrianópolis, no dia 15 de agosto de 2010. O tema da Romaria da Terra desse ano será: “Território e Comunidades Tradicionais. Apesar de suas riquezas naturais, Adrianópolis está entre os municípios com o menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país, situação da grande maioria dos municípios da região. No município de Adrianópolis existem 13 comunidades quilombolas, sendo 8 reconhecidas e nenhuma ainda titulada.

O silêncio a respeito da história negra no nosso estado contribui para o abandono destes povos, que de maneira geral, não tem acesso a Políticas Públicas: Saúde, Educação, transporte, estradas, saneamento básico, iluminação pública, cultura, entre outras, que possibilitem melhor qualidade de vida. CONVOCADOS PELA REALIDADE O direito dos quilombolas pela legislação brasileira é recente. A partir das lutas das comunidades rurais e urbanas negras e do movimento negro, a Constituição Federal de 1988 assegurou a esse segmento da sociedade brasileira o direito à propriedade de suas terras: “as comunidades quilombolas são grupos étnicos – predominantemente constituídos pela população negra rural ou urbana –, que se autodefinem a partir das relações com a terra, o parentesco, o território, a ancestralidade, as tradições e práticas culturais próprias”. 

Na realidade o que se anunciou como direito dessas populações na prática é reiteradamente negada. Estima-se que em todo o País existam mais de três mil comunidades quilombolas. A situação das comunidades quilombolas no Brasil demonstra-se fragilizada, pois são atingidas por ações externas que não levam em consideração a dignidade, o respeito a toda forma de vida. Dentre estas ações podemos citar: latifúndio, monoculturas, construção de hidroelétricas, o que tem alcançado dimensões político-sociais, ambientais, educativas e culturais. Tudo isso ameaça a identidade, a autonomia, o modo de organização do trabalho e condições de permanências em seus locais de origem. Só no Paraná registra-se a presença de aproximadamente 80 comunidades remanescentes de quilombo, sendo que dentre estas apenas 35 estão certificadas pela Fundação Palmares, com as demais ainda à mercê da ineficiência do Estado e das políticas públicas não implementadas. Reconhecemos que historicamente, há por parte das Igrejas uma dívida para com estas comunidades. Por esses motivos é que a Romaria da Terra será celebrada em Adrianópolis.

Celebraremos a presença de Deus na resistência das comunidades quilombolas, à partir de sua cultura, de suas lutas, pela garantia dos direito de continuar sendo quilombola. Convocada pela memória de Zumbi dos Palmares e de todos/as que tombaram na defesa dos territórios, a Comissão Pastoral da Terra se coloca a serviço dessa causa e convoca toda sociedade para celebrar essa luta em defesa dos pobres da terra. “Cada um poderá sentar-se debaixo de sua parreira ou figueira sem ser perturbado” (Mq 4,4) Organize desde já a sua caravana!

Maiores informações na página www.cpt.org.br e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (41)-3526-0705/3526-0706