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Qua, Ago
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PAZ

É sem dúvida, antes de mais nada, o simbolo de bem-estar entre as pessoas... Palavra tão pequena, mas de grande significado!

A PAZ começa pelos meus atos, passa pela ação dos políticos e por nossa pró-atividade equilibrada.

O respeito e a harmonia entre as pessoas, somos nós que determinamos fazer a PAZ no meio em que vivemos, é o início da realização de um dos maiores sonhos que queremos ver realizados! Penso que se não conseguiremos ter paz e boas atitudes, respeito pelo outro, educação, nas coisas mínimas, na certa não a teremos nas maiores! Cada pequena atitude positiva pode contribuir para a paz!

A felicidade não depende de pessoas, muito menos de circunstâncias, a felicidade, depende de nós mesmos, porque ela está dentro de cada um de nós.

É com esta reflexão que chamo a atenção de todas as pessoas, jovens ou adultas, que vivem em Adrianópolis ou no resto do mundo, que ocupam esse planeta chamado Terra por um tempo passageiro e finito. Se formos parar pra pensar, vamos perceber que a vida é como um conto ligeiro, por isso, temos que fazer valer á pena cada momento! Temos a obrigação de contribuir para além da nossa felicidade, proporcionar também a felicidade de nossos semelhantes, contribuir para um mundo melhor para todos! E tudo isso só vai ser possível no dia em que o ser humano desvencilhar-se do seu egoísmo, aprendendo a compartilhar a paz, aprendendo a conviver, a promover felicidade! Quero nesse momento enaltecer a grandiosidade que vivemos rescentemente nas festividades do cinquentenário do município de Adrianópolis, vivemos momentos de grandes emoções, momentos que se eternizarão em muitos corações e na memória de todos, mas o maior destaque  deste evento  foi  a PAZ! Vimos todos os participantes transbordando alegria, gente bonita , daqui ou  de fora que vieram  para prestigiar-nos, outras que tem sua história de vida aqui, outros ainda que fizeram questão de marcar presença para reviver um fato ou visitando amigos ou familiares e outros  que aqui estiveram pela primeira vez, até amigos de outros países, estados e cidades diferentes. A todos que abrilhantaram este momento festivo dos 50 anos de Adrianópolis, nossos sinceros PARABÉNS pela  maneira como se comportaram! Nenhuma ocorrência policial, nenhum desrespeito, nada grave! Só alegrias, é assim que se faz um mundo melhor!

A Folha de Adrianópolis, vem através deste artigo, priorizar este espaço para homenagear as boas atitudes que começam dentro de nós. Que os próximos 50 anos sejam de muita Paz e que esse exemplo continue se expandindo  dentro de cada ser. Que a semente do bem, espalhada em Adrianópolis, possa florescer em todos os corações e que o nosso planeta seja infestado de amor, respeito, solidariedade, esperanças e acima de tudo de muita PAZ!

Emprestei essa frase título do livro Decifrando a Terra que ganhei de presente de uns amigos geólogos da Universidade de São Paulo.

Nesse nosso tempo de tantos terremotos, tsunamis e deslizamentos, minha segunda paixão acadêmica (embora eu acho às vezes que seja a primeira), aflorou e voltei a ler sobre geologia, tentando entender o que nossa mãe terra tem tentado nos dizer nesses instantes de tanta dor e perda para muitos.

Não se admire se um dia você abrir a janela e pasmar, porque aquele morro que a milhões de anos ali estava, hoje já não está mais. Vivemos em um vale, construído milenarmente por um rio, e nossas únicas opções de moradia se encontram na várzea (lugar que já foi leito do rio) ou na encosta de morros.

O problema, e diga-se de passagem, sem solução é que as encostas de morros são terrenos geologicamente instáveis por definição, variando em grau de instabilidade conforme o grau de inclinação da encosta, tipo de rocha mãe (aquela que está embaixo do solo), espessura do solo superficial e fatores antrópicos (produzidos pelo homem), tais como desmatamento, ocupação desordenada, queimadas de pastos etc..., as várzeas são terrenos dos rios, nós é que nos intrometemos por lá, vez ou outra ele aparece para matar a saudade do que é seu, e as enchentes ocorrem.
Olhando para nosso lugar em específico apesar da grande inclinação das encostas que cercam nossa cidade , a rocha mãe desse solo é o calcário ou o filito, rochas que produzem solos argilosos, menos permeáveis às infiltrações e portanto menos propensos a deslizar. O problema é que este ano e no ano passado choveu muito mais do que a média e portanto a instabilidade já se faz notar.


De nossa parte podemos trabalhar minimizando desmatamentos, reflorestando com espécies apropriadas, evitando a ocupação desordenada das encostas e só.

De resto, acreditar que todo grão de quartzo que está ali encrustrado naquele morro, mais cedo ou mais tarde vai fazer parte da areia de alguma praia, oremos para que sejam daqui a milhares de anos e que a montanha apesar de toda a nossa fé não invente de sair do lugar.

Façamos a nossa parte... consciência... "fogo de morro acima... pedra de morro abaixo" é o novo ditado....