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Adrianópolis, 21 de julho de 2010 - A Força Verde interviu nesta quarta-feira para o fechamento de fábrica clandestina de palmito no município de Adrianópolis no bairro Porto Novo, o palmito era extraído de forma ilegal e industrializado de forma irregular, podendo causar sérios riscos de saúde e até mesmo causar a morte para seus consumidores, foram apreendidos cerca de 80 vidros de palmito industrializado e 36 unidades do palmito in natura, o produtor foi autuado e assinou termo circunstanciado.

O produto da marca "ITO" tem seu registro vencido desde o ano passado no ministrério da saúde, e teve sua venda proíbida pela Vigilância Sanitária (Anvisa) por falsificação de rótulo, porém mesmo assim continuava sendo distribuído e comercializado em toda a região.

Os produtos apreendidos foram encaminhados para o posto Ambiental de Tunas do Paraná, cidade vizinha a Adrianópolis e as unidades in natura, foram doadas para o Hospital Adauto Botelho.

A reportagem da Rede Record de televisão flagrou além da irregularidade para aquisição do produto, também o trabalho escravo da população carente do Vale do Ribeira que é explorada para a extração do palmito.

Abaixo você pode assistir o vídeo na íntegra.

 

Para denunciar qualquer irregularidade disque Força Verde por meio do telefone 0800-643-0304.

© Valcristescu  | Dreamstime.comAdrianópolis possuí inumeros problemas, não muito diferente de outras pequenas e grandes cidades do país, porém nenhum outro grande problema é tão intenso e repetitivo quanto o caos na rede elétrica de Adrianópolis, esse problema é tão antigo quanto a própria rede elétrica da cidade.

O cotidiano de todos os habitantes é nunca contar 100% com a energia elétrica, ocilações constantes e quedas da energia são frequentes durante todos os dias, moradores dos bairros e da área rural relatam ter situação ainda mais caótica, quando o tempo começa a fechar é de prache que a energia tenha inumeras quedas, mesmo antes da tempestade chegar. O que causa tanta dor de cabeça para os munícipes? Por que esse problema ainda não foi resolvido? Por que a Copel ainda não tomou nenhuma providência?

A cidade de Adrianópolis consome hoje cerca de 7 megawatts (ou 7.000.000 watts) de energia elétrica provenientes de duas subestações (SE): Tunas do Paraná e Cerro Azul, mas como são duas linhas interligadas a interrupção em qualquer ponto desta linha causa imediato corte de energia para toda a cidade de Adrianópolis. Por mais curto que seja o periodo entre aqueda e a retomada de energia, isso traz muita dor de cabeça para residências e comércios da cidade, pois causa queima de equipamentos tais como: televisores, microondas, aparelhos de som, receptores de tv, computadores, impressoras, modems, aparelhos de DVD, videogames, entre inumeros outros.

Como isso acontece?


O grande problema está no instante em que a energia é restabelecida, a tensão  pode oscilar, apresentando picos  perigosos para os aparelhos eletrônicos. Mesmo com estabilizadores, os aparelhos eletrônicos podem ser afetados, porque os estabilizadores não respondem às variações maiores do que 15% da tensão da rede e eles também podem ser drásticamente afetados.

Essas quedas repentinas e de rápida duração faz com que o microondas pareça ter vida própria, pois cada vez que a energia cai e retorna ele apita, há casos de esse apito ser continuo e de tons descontrolados de tanta ocilação, o estabilizador é outro aparelho que faz muito barulho devido a instabilidade de energia.

Em hospitais e centros de saúde a queda de energia e/ou queima de aparelhos pode ser crucial na morte de um paciente.

Em nenhuma outra cidade da região a situação é tão precária quanto em Adrianópolis, onde isso é problema diário. Nos casos mais extremos de falta total de energia por um longo periodo de tempo, a SE Ribeira da Elektro de São Paulo é acionada porém consegue prover apenas 2 megawatts para Adrianópolis, suficiente apenas para abastecer o centro da cidade, deixando os bairros completamente sem luz elétrica.

A Folha de Adrianópolis contactou a Copel sobre esses eventos, e a resposta deles sobre todo esse caos que se alastra por anos no município foi de que devido a esses fatores a Copel aprovou em seu plano de obras para 2010, a construção de uma nova linha de distribuição que fará a ligação entre as SEs Pinhal e Cerro Azul. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, a obra, orçada em R$ 2 milhoes de reais, terá início no próximo mês de abril e o seu término está previsto para o final deste ano de 2010, representando um importante reforço para todo o sistema elétrico da região que abarca Cerro Azul, Tunas e Adrianópolis, pois irá interligar o sistema de forma mais confiável,  possibilitando atender à totalidade das cargas em situações de emergência.

Porém isso não irá resolver o nosso problema, dado ao fator de que nossa rede elétrica continuará a mesma e sendo alimentada por uma linha vinda dessas outras três, como os maiores casos para ocilações e quedas são ocasionados por fatores na rede interna da cidade como queda de galhos em cima de linhas, chuvas e mal tempo, o problema iria continuar dando muita dor de cabeça.

Ao ser informado sobre a constante queda de energia na cidade a Copel informou A Folha de Adrianópolis que os números encontram-se dentro das normas da ANEEL. Confira os graficos enviados pela própria Copel:

Índices DEC e FEC de Adrianópolis. Fonte: Copel.

DEC: Intervalo médio de tempo que cada unidade consumidora do conjunto elétrico ficou sem energia elétrica por mais de três minutos.
FEC: Número médio de interrupções em cada unidade consumidora do conjunto elétrico por intervalos maiores de três minutos.

Índices DIC e FIC da sede d'A Folha de Adrianópolis e as metas estabelecidas pela ANEEL. Fonte: Copel.

DIC: Duração total de interrupções maiores de três minutos na unidade consumidora.
FIC: Frequência de interrupções individuais maiores de três minutos na unidade consumidora.

Após analises dos dados A Folha verificou junto com a ANEEL e a Copel que esses dados se referem apenas a interrupções de energia maiores que três minutos, o que não mostra o que passamos com as frequentes quedas de energia repertina que duram nem um minuto, por isso estão dentro da norma da ANEEL, agência que regula o setor de fornecimento de energia elétrica no Brasil.

Ao ser entrevistado pela A Folha de Adrianópolis, o prefeito João Manoel Pampanini disse que está solicitando a Copel que faça alguma coisa sobre esse fato. Disse também que solicitou a limpeza da rede, feita retirando galhos sobre fios de alta tensão e podando arvores causadoras de curto circuito ao entrar em contato com esses fios.

Sobre tais fatos a Copel ainda não se posicionou, porém já prometeu ver mais informações sobre o ultimo e-mail que nós da Folha enviamos.

E você? Como é que a energia elétrica está chegando a sua casa? Como enfrenta as quedas de energia constantes? Já houve alguma perda de algum bem material devido as ocilações na rede elétrica?

Poste de energiaNesta noite de domingo(28) para segunda o mal tempo intenso danificou uma cruzeta de um poste de energia da Copel - Compainha de Energia Elétrica do Paraná em Tunas do Paraná, este poste faz parte do ligamento e distribuição da energia para três cidades, Adrianópolis, Cerro Azul e a própria Tunas do Paraná, segundo a assessoria de imprensa da Copel, o poste, localizado próximo a subestação Tunas, que já era antigo acabou cedendo com a forte chuva e ventos que deu durante o domingo, o dano físico na parte superior do poste, chamado de cruzeta, ocasionou a queda e corte do recebimento de energia às 12h20, já desta segunda-feira(29).

Somente ás 04h45, Adrianópolis começou a receber energia elétrica vindo da subestação Ribeira da AES Eletropaulo no estado de São Paulo, Tunas do Paraná e Cerro Azul continuaram sem energia elétrica até as 11 horas, quando o problema foi solucionado e a distribuição de energia elétrica foi reestabelecida.

Aprovados em concurso público deverão assumir suas vagas, segundo o STJ.

 

No dia 10 de agosto de 2009 às 08h02, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) divulgou em nota oficial uma decisão que garante nomeação de aprovados em concurso público dentro do número de vagas previstas em edital. A Quinta Turma do STJ garantiu o direito de aprovados e não nomeados em um concurso público da Secretária de Saúde do Amazonas, que após serem aprovados, não foram chamados para assumir os cargos que tinham sidos ofertados no concurso.

 

Prefeitura de Adrianópolis.

Prefeitura de Adrianópolis.

 

De acordo com o STJ, em entrevista para A Folha de Adrianópolis, a decisão entra em vigor para todo o país, de forma imediata, principalmente o ocorrido em Adrianópolis em 2008, pelo então prefeito, Osmar Maia, que após intervenção, foi embargada, e durante a administração do nosso novo prefeito João Manoel Pampanini, foi alegado falta de recursos financeiros para a nomeação e posse dos candidatos aprovados. Porém, o subprocurador-geral da República Brasilino Pereira dos Santos, falando em nome do Ministério Público Federal, destacou que, antes de lançar edital para a contratação de pessoal mediante concurso público, a administração está constitucionalmente obrigada a prover os recursos necessários para fazer frente a tal despesa. E o STJ adiciona ainda, que novas administrações não falam em nome de sua administração somente, mas sim da administração integral, ou seja, atos de governantes anteriores são de deveres e obrigações também das futuras administrações.

 

O ministro Napoleão Nunes Maia, que também é presidente da Quinta Turma, ressaltou que o Judiciário está dando um passo adiante no sentido de evitar a prática administrativa de deixar o concurso expirar e não preenchendo as vagas que o próprio estado ofereceu em edital. Ainda segundo o ministro, ao promover um concurso público, a administração está obrigada a nomear os aprovados dentro do número de vagas, quer contrate ou não servidores temporários durante a vigência do certame.

 

Em anuncio antecedente a decisão, o ministro Napoleão Nunes Maia declarou que a Turma já havia decidido que, a partir do momento que há divulgação da necessidade de suprir determinado número de cargos através da publicação de edital de concurso, a nomeação e posse dos candidatos aprovados dentro do numero de vagas ofertadas deixa de ser mera expectativa a direito subjetivo, fazendo com que o ato omissivo da administração que não assegura a nomeação de candidato aprovado e classificado até o limite de vagas previstas no edital, se torna ilegal por se tratar de ato vinculado.

 


O que eu posso fazer agora?


Se você passou no concurso publico de Adrianópolis ou qualquer outro, em que o numero de vagas não tenham sido preenchidas, você pode acionar o Ministério Público para garantir o direito à posse nos cargos.

 

O STJ informou a “A Folha de Adrianópolis” que é muito mais fácil e rápido, quase que imediato, os concursos que ainda não expiraram serem revistos após acionar a Justiça, o concurso que ocorreu em Adrianópolis tem data para expiração em janeiro de 2010, o STJ também informou que o Ministério Público Federal toma decisões coletivas, assim se uma única pessoa recorrer a ele, todas as outras, que participaram e passaram no concurso referente, serão beneficiadas, porém o direito também é dever de todos os cidadãos.

 

Para mais informações entre em contato com o STJ pelos telefones: (61) 3319-6802/6803 ou direto no site do STJ.