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Dom, Jun
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Adrianópolis confirma 2 casos de dengue

Saúde
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Muito se fala do Aedes Aegypti, dengue, Zika e Chykungunha mas, no geral, pouco os cidadãos fazem para acabar com os focos onde o mosquito se reproduz. 

Seja um pneu jogado, seja um vaso de planta ou um terreno baldio, qualquer lugar com água parada serve para que esse caso de alerta global dê continuidade à guerra, em que estamos perdendo e não é nada difícil virar esse jogo, porém é preciso uma conscientização mais forte entre a população. 

Não adianta apenas matar mosquitos ou usar repelentes, essa guerra vai além de remover o incomodo. Estamos lidando com vírus que matam de forma trágica e que está se alastrando de forma incontrolável, não só pelo Brasil mas também pelo mundo e a cada vez mais temos surtos mais sérios e que desafiam a ciência. 

Em Adrianópolis já houve 2 casos de Dengue, segundo agentes da Saúde, ambos os casos registrados foram pacientes da sede do município, que se medicaram no posto de saúde local e já passam bem.

No Paraná já foram registrados mais de 18.500 casos e 31 mortes, dados do último boletim sobre a dengue no estado, que só pelas informações de Adrianópolis, vemos o quão desatualizado esses números estão, pois no documento consta apenas 4 notificações de Dengue no município, porém não consta os dois casos confirmados, como apurou a equipe d'A Folha."O Governo do Estado também está reforçando as demais ações de prevenção contra a dengue. O foco é o combate ao mosquito Aedes aegypti, que também transmite o zika vírus e a febre chikungunya. A circulação simultânea das três doenças atualmente é uma das principais preocupações das autoridades de saúde." afirma o Boletim de Dengue do estado do Paraná.

Adrianópolis aparece com 0 casos e 4 notificações de suspeitas, porém dois casos foram confirmados pela equipe de saúde local.

De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira, é preciso intensificar o trabalho de eliminação dos criadouros do mosquito. “Mesmo com o fim do verão, os mutirões de limpeza e as ações de conscientização devem continuar em todos os municípios. O poder público e a população têm que se unir e fazer sua parte no combate ao inseto”, disse.

Ao todo, 299 municípios paranaenses são considerados infestados pelo Aedes aegypti. Destes, pelo menos 219 já apresentaram casos autóctones de dengue, quando a infecção ocorre dentro do próprio município. O dado revela que a doença já circula em mais da metade (55%) das cidades do Paraná. “Os números mostram que a dengue não é um problema exclusivo das regiões norte, noroeste e oeste. Hoje a doença já está presente em todo o Estado, inclusive no litoral, que têm a cidade com o maior número de casos do período”, revelou a superintendente.

Cleide se refere à Paranaguá, em epidemia desde janeiro deste ano. Com 3.493 casos confirmados da doença, o município também é o que concentra a maior parte das mortes causadas pela dengue – são 19 das 31 registradas no Estado. Quatro destes óbitos foram confirmados nesta terça-feira, no novo boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde. A diretora da 1a. Regional de Saúde, Ilda Nagafuti, ressalta que o governo estadual já aplicou mais de R$ 8,8 milhões em ações para o enfrentamento da epidemia em Paranaguá. “Dinheiro destinado a atividades de limpeza urbana e a contratação emergencial de médicos e enfermeiros, compra de medicamentos, aquisição de materiais médicos-hospitalares, entre outras despesas para estruturar a assistência aos doentes”, detalhou.

O perigo é que esse número aumente e que os sintomas se compliquem, levando a um surto das doenças, algo que já acontece em 40 municípios do Paraná onde a situação é considerada epidêmica.

É pensando nisso que a campanha desse ano está mais agressiva para conscientizar a população de que, mais do que nunca, é hora de agir.

Dengue 

Mais de 150 mil casos por ano (Brasil)

  • Tratável por um médico
  • Propaga-se por animais ou insetos
  • Requer um diagnóstico médico
  • Frequentemente requer exames laboratoriais ou de imagem
  • Curto prazo: resolve-se dentro de dias a semanas

As pessoas infectadas pelo vírus pela segunda vez correm risco muito maior de desenvolver uma doença grave.

Os sintomas são febre alta e dores nos músculos e nas articulações. Nos casos mais graves, também há sangramentos intensos e estado de choque, que podem ser fatais.

Os tratamentos incluem ingestão de líquidos e analgésicos. Casos graves exigem cuidados hospitalares.

As pessoas podem ter:

  • Dor local: músculos, abdômen, atrás dos olhos, costas ou ossos.
  • Tipos de dor: forte nas articulações
  • No corpo: febre, fadiga, mal-estar, perda de apetite ou suor
  • Também comum: dor de cabeça, erupção vermelha ou náusea

Como é a propagação:

Por picadas ou ferroadas de animais ou insetos.

Doença grave: consulte um médico para receber orientação

 

Febre por vírus zika

Alerta de saúde pública

  • Requer um diagnóstico médico
  • Frequentemente requer exames laboratoriais ou de imagem
  • Propaga-se por animais ou insetos
  • Curto prazo: resolve-se dentro de dias a semanas

Na maioria dos casos, a doença é branda e tem sintomas que duram menos de uma semana. Uma possível conexão entre a infecção de mulheres grávidas pelo Zika vírus e defeitos congênitos subsequentes está sendo estudada.

Os sintomas mais comuns da doença do Zika vírus são febre, erupções, dor nas articulações e olhos vermelhos.
Não há vacina ou tratamento específico para essa doença. O tratamento foca no alívio dos sintomas e inclui repouso, reidratação e medicamentos para febre e dor.

Como é a propagação:

  • Por picadas ou ferroadas de animais ou insetos.
  • Por sexo vaginal, anal ou oral sem proteção.

Consulte um médico para receber orientação

Fontes: Hospital Israelita A. Einstein e outros.

Uma vacina foi aprovada pela Anvisa em dezembro do ano passado e no último dia 30 O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, foi a Brasilia para obter mais informações sobre a vacina, que segundo o secretário, o Governo do Estado pretende adquirir as doses com recursos próprios, visto que a União ainda não sinalizou se irá incluir a vacina da dengue no calendário básico de vacinação.

“Trata-se de uma iniciativa pioneira do Paraná, pois entendemos que é preciso buscar novas armas no enfrentamento da dengue. A vacina já tem eficácia comprovada e será uma grande aliada na prevenção de casos graves e mortes pela doença”, explicou Caputo Neto.