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Adrianopolis registra maior atividade de raios dos ultimos anos

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Na ultima quarta-feira, 16 de dezembro, Adrianópolis registrou a maior atividade de descarga elétrica, os raios e relampagos, dos ultimos anos, o intervalo de um raio para o outro era em média 45 milésimos de segundo, entre os raios que caiam até a 30 km do centro da cidade, onde foi medido as descargas. O evento de intensa atividade durou 47 minutos, cerca de 45% do total da tempestade com raios de menos frequencia e foram registrados quase 2 mil raios durante os 47 minutos de maior intensidade.

Uma descarga tem em média 1012 watts e deixa o ar cinco vezes mais aquecido que a superficie do sol.  Foto: Fir0002/Flagstaffotos

Um raio é uma descarga elétrica que se produz entre o choque de nuvens de chuva embora eles possam surgir até num céu limpo, em tempestades de areia ou gelo. A descarga é visível a olho nu, com trajetórias sinuosas e de ramificações irregulares às vezes com muitos quilômetros de distância até o solo. Os raios são gerados em apenas um tipo de nuvem: a cumulonimbo, diferente das outras por ter maior extensão vertical (sua base está situada a 2 km de altura do solo, enquanto o topo fica 18 km acima).

Animação mostrando a interação de cargas elétricas que formam um raio. Animação: António Miguel de Campos

Já os trovões, as ondas sonoras consequencia dos raios, podem ser medidas em 1 km a cada 3 segundos após o raio cair, ele é causado pela rápida expansão do ar, que é aquecido a 30.000ºC, 5 vezes mais quente que a superfície do sol.

Um raio procura um campo magnético para descarregar a energia, um segundo raio tem muitas possibilidades de cair no mesmo lugar que o primeiro, pois o campo elétrico que atraiu o primeiro raio ainda permanece por algum tempo, podendo atrair o segundo, desmentindo o ditado popular de que um raio nunca cai no mesmo lugar.

O ar quente e úmido perto da terra, mais leve que o ar frio da na altura das nuvens, sobe e vai esfriando, até chegar ao topo da nuvem, onde registra cerca de -30º C. Então, o vapor de água que estava misturado ao ar quente vira granizo e despenca, colidindo com outras partículas menores, como cristais de gelo, fazendo com que ambos fiquem eletricamente carregados. O granizo - que acumulou carga negativa - vai para a base da nuvem, enquanto os cristais de gelo, com carga positiva, continuam a ascensão para o topo da nuvem, por serem mais leves. Quando a diferença entre as cargas do topo (positivo) e a base (negativa) da nuvem fica muito intensa, ocorre o relâmpago.

Cerca de 100 pessoas morrem vitimas de raios por ano no Brasil, contudo muitas são atingidas porém ficam com sequelas irreverssiveis, como, perda de audição, memoria entre outras. Para evitar ser atingido por uma dessas descargas é bom rever umas dicas de segurança:

  • Evite caminhar nas ruas quando houver nuvens carregadas (aquelas escuras).
  • Evite correr, ao correr seu corpo gera eletricidade, o que aumenta em 10% as chances de você ser atingido por um raio.
  • Jamais se esconda em baixo de arvores.
  • Evite ficar ao lado ou embaixo de automóveis, a melhor opção é se esconder dentro deles, com portas e janelas fechadas e sem contato com partes metálicas.
  • Fique dentro de casa, com portas e janelas fechadas, evite ficar próximo das janelas.
  • Tirar todos os aparelhos eletronicos da tomada, como o raio "caminha" pela rede elétrica, há muita chance dele chegar a sua casa por meio das tomadas e queimar seu aparelho, procure tampar as tomas e/ou colocar obstaculos, como moveis na frente delas, pois um raio pode sair da tomada e atigir alguém por perto.
  • Evite tomar banho, mesmo que com a energia desligada, lembre-se que a caixa de água é o ponto mais alto de sua casa, portanto a rede hidráulica é atingida primeiro e você pode receber o raio pela água.
  • O celular não apresenta riscos mesmo em uma ligação, exceto se tiver ligado ao carregador e o mesmo na tomada.
  • Evite telefones convencionais, eles apresentam perigos mesmo quando ao invéz de raios haja ventos, a rede elétrica podem entrar em contato com a rede telefônica fazendo seu telefone tocar sem que ninguém esteja ligando, ao atender você recebe uma desgarga vindo da rede elétrica ou de um raio, podendo ocasionar queimaduras, perda de audição, perda de memória, ataque cardíaco e até a morte.